Caso de bebê é usado para desviar o foco da investigação da Lava Jato no Maranhão



Em matéria publicada na manhã desta terça-feira (19), o Jornal Bom dia Brasil, da TV Globo, corrigiu a informação equivocada que foi ao ar na edição de ontem (18), sobre a situação do bebê Dudu, internado no hospital Beneficência Portuguesa em São Paulo, em função de uma cardiopatia grave.

O telejornal da família Marinho embarcou na pauta forjada pelo Sistema Mirante, afiliado da Rede Globo, com um objetivo claro: tentar desviar o foco do escândalo envolvendo Roseana Sarney, dona do Sistema Mirante, na investigação da Operação Lava Jato.

A tática é antiga e apela sempre para a sordidez. Neste caso, o uso da enfermidade grave de uma criança recém nascida, usada como escudo para camuflar os atos criminosos de políticos que são responsáveis pela condição do Maranhão, estadso com maior número de mortalidade infantil no país.

Como o atual governo do Estado levou menos de 24 horas para esclarecer as falsas denúncias envolvendo o bebê Dudu, o grupo Sarney  decidiu radicalizar nas inverdades. O ex-secretário de saúde, Ricardo Murad, acusado de desviar recursos públicos  da saúde para financiar campanhas políticas da filha e do genro, expôs a foto do bebê Dudu em sua página do facebook. A qualificação mais aproximada para o gesto veio do secretário de articulação política do Estado: “Um monstro”, disse  Márcio Jerry sobre o episódio.

Na guerra da opinião pública, travada para mascarar os fatos, o vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto, disse em sessão  que o grupo Sarney, faz de tudo para tentar apagar o passado: “Não queiram apagar o passado, porque não é possível passar uma borracha e apagar como se tivesse escrito a lápis. Ele foi escrito à caneta vermelha do sofrimento do povo do Maranhão. E vocês são responsáveis por isso”,

O sofrimento do bebê Dudu, usado pelo grupo Sarney é um exemplo cristalino da tática monstruosa.

Em tempo: Segundo informações do Jornal O Globo, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a realizar apurações prévias sobre a suposta participação do senador Edison Lobão em uma holding nas Ilhas Cayman. No pedido encaminhado ao STF, Janot informou que precisa realizar diligências antes de decidir se pede ou não abertura de inquérito.

 Acompanhe o vídeo abaixo sobre reportagem em que a Globo desmente a Mirante





Últimas