Governo do Maranhão participa de debate sobre a economia maranhense com empresários

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Diante do cenário econômico que vive o país, a discussão sobre os rumos que os governantes estão tomando para atenuar a situação é de extremo interesse à classe empresarial. Neste sentido, a Associação Comercial do Maranhão (ACM), ao dar prosseguimento à programação de comemoração dos seus 161 anos, realizou na noite de quarta-feira (19) o Painel ‘Cenários Econômicos e o Novo Ambiente de Negócios no Maranhão’, que contou com a presença do secretário Simplício Araújo (Indústria e Comércio) e de Felipe de Holanda, presidente do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (IMESC).

A visão do governo Flávio Dino é desenvolver a economia do Maranhão para os próprios maranhenses, sem abandonar o seu posicionamento logístico como canal de exportações, mas olhando para além da mera exportação sem agregação de valor, e desenvolvendo as potencialidades, como a agricultura familiar. “A proposta é pensar num modelo que confirme as potencialidades do Estado do Maranhão, como principal porto de escoamento do agronorte, um canal de exportação e agregação de valor no minero-metalúrgico, também como explorador da matriz energética. Mas, principalmente, desenvolver o mercado interno com atividades que gerem emprego, renda e impostos, pois precisamos aumentar a arrecadação própria e, assim, possibilitar a continuidade das políticas de desenvolvimento do Estado”, explicou Felipe de Holanda.

Para isso, é importante pactuar formas de atrair empresas, conversar com a classe empresarial, aprender e traçar estratégias de colaboração e, assim, contribuir para o esforço de desenvolvimento da economia maranhense.

O presidente do Imesc iniciou a palestra com o relato da atual conjuntura econômica em âmbito internacional e nacional, contextualizando seus desdobramentos para a realidade da economia maranhense. Segundo Felipe de Holanda, o cenário internacional pode ser caracterizado pelo fim do superciclo das commodities, o que afeta particularmente o Maranhão, por ter uma economia pautada na valorização das matérias-primas. “O Maranhão tem sido duplamente afetado, pelo fim do superciclo das commodities e pela queda das transferências federais”, completou.

O secretário de Indústria e Comércio (Seinc), Simplício Araújo, discorreu sobre os pontos estratégicos da sua pasta para o desenvolvimento do Maranhão e sobre no novo ambiente de negócios do Maranhão. Durante o evento, Simplício, destacou os programas e ações que estão realizadas pelo Governo, como os Programas ‘Mais Empresas’ e ‘Maranhão Mais Produtivo’, o constante diálogo com o segmento empresarial, além dos trabalhos em prol do adensamento das cadeias produtivas.

“As ações transparentes que estão sendo desenvolvidas pelo governo Flávio Dino, elevam, não só, os números de emprego e renda, mas, também, desenvolvem a atividade empreendedora no Estado. Temos trabalhado com o intuito de fazer do Maranhão um Estado exportador e um ambiente favorável aos negócios. Com programas de incentivos e com a valorização do produtor, tenho certeza que vamos conseguir esse objetivo”.

Segundo a presidente da ACM, Luzia Rezende, o formato proposto para o painel mostrou as novas oportunidades fomentadas na economia maranhense para que a classe empresarial as conheça e assim possa identifica-las como atrativas para novos investimentos.

“Nós estamos muito felizes de estarmos compartilhando as ações realizadas pelo Governo do Estado. Desse novo ambiente que está sendo criado para o empreendedor, para o desenvolvimento do Maranhão. Nada mais oportuno, esse momento para quem já está no ramo, que queira mudá-lo ou até mesmo ingressar no ramo empresarial”, finalizou Luzia Rezende.

Além do secretário Simplício Araújo, o painel também contou com a participação do Presidente do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos, Felipe de Holanda e o professor Doutor da Universidade Federal do Maranhão, João Gonsalo.

Saiba Mais

Historicamente, a economia do Estado segue o modelo de economia especializada, com potencial na atividade primário exportador, com seu posicionamento logístico, em um amplo conjunto de rodovias e ferrovias, e contando com um porto de escoamento estratégico. De outro lado, o Maranhão também conta com uma massa de pequenos produtores rurais, vivendo ao nível da subsistência, como mostram os dados da PNAD Contínua do primeiro trimestre de 2015. Cerca de 27% da população ocupada do Estado encontra-se na atividade agropecuária, sendo quase a totalidade na agricultura familiar tradicional.



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