Maranhão é pioneiro na implantação do Mapa da Saúde, nova ferramenta do MS

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Considerando a necessidade de integração e planejamento do Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério da Saúde (MS), por meio do Departamento de Articulação Interfederativa (DAI/SGPEP/MS), irá disponibilizar a ferramenta eletrônica ‘Mapa da Saúde’, e o Estado do Maranhão foi selecionado para ser o primeiro a realizar o ‘Treinamento de multiplicadores no uso da ferramenta Mapa da Saúde’. O treinamento teve início nesta terça-feira (01), e segue até o final da tarde da quarta-feira (2), no auditório da Fundação Sousândrade.

Participaram da atividade desenvolvida pelo MS técnicos da Secretaria de Estado da Saúde (SES), os 19 representantes das regiões de saúde do Estado, entre gestores municipais e estaduais, e o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Maranhão (COSEMS).

O secretário de Estado da Saúde, Marcos Pacheco, esteve na abertura do treinamento e evidenciou a necessidade de pensar em um “SUS mais simples e resolutivo”. “O Sistema Único de Saúde não é teórico, é prático. A realidade do SUS é dinâmica e exige de nós planejamento. Com essas ferramentas temos a oportunidade de olhar de forma ampliada às prioridades de assistência em todos os municípios”, disse o secretário de saúde, Marcos Pacheco.

Elaborado de acordo com o decreto n° 7.508, de 28 de junho de 2011, o ‘Mapa da Saúde’ é a descrição geográfica da distribuição de recursos humanos, de ações e serviços de saúde ofertados pelo SUS e pela iniciativa privada. “Esta ferramenta vai possibilitar que Estado e municípios elaborem seus planos municipais de saúde a partir de dados que estão contemplados no mapa. Com base nestas informações, os gestores podem planejar estrategicamente quais ações serão desenvolvidas para a melhoria dos serviços do SUS em todo o Maranhão”, explica Francisca Nogueira, assessora chefe de Planejamento e Ações Estratégicas da SES.

O treinamento acontece para possibilitar a constituição de multiplicadores que possam replicar o treinamento para técnicos de todos os municípios maranhenses, até o final de outubro deste ano.

Segundo o diretor do Departamento de Articulação Interfederativa, Jorge Harada, o SUS vive um processo permanente de disputa, e neste contexto, é preciso desenvolver um planejamento que não esteja dissociado da implantação das redes de atenção à saúde. “Essa é uma oportunidade de trabalharmos dentro de uma realidade em que seja consolidado o fortalecimento da regionalização, não só no aspecto geográfico, mas também da governança regional e da gestão compartilhada, pois, mais do que as ferramentas em si, temos como referência as necessidades do cidadão. É a partir destas necessidades que desenvolvemos as ofertas de serviço, a capacidade instalada, sabemos quais são os vazios assistenciais e, finalmente, com qual critério iremos trabalhar, seja na questão de custeio, capital e investimento”, avalia o diretor.

O mapa configura uma ferramenta potencial nesse sentido, pois integra uma série de banco de dados e consegue aliar a universalidade, equidade e integralidade, princípios do SUS. “É por esse motivo que fazemos o treinamento de forma que os gestores sejam multiplicadores em seus municípios, para que todos sejam capacitados, tenham acesso ao sistema e por meio do mapa, desenvolver este diagnóstico, baseado nele, desenvolver um planejamento, e dentro deste planejamento está integrado a Programação Geral de Ações de Serviços de Saúde (PGASS)”, ressalta Jorge Harada.




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