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Após criança passar mal, Agevisa determina interdição do suco Maratá na Paraíba

Decisão, tomada em reunião, foi publicada na edição desta terça-feira (25) do Diário Oficial do Poder Executivo; A resolução nº 003/2016 tem vigência de 90 dias

Produto foi interditado pela Agevisa na PBFoi interditada de forma cautelar a comercialização do suco Maratá, sabor cajá, comercializado em embalagem de 200ml – Lote B 1405 07:00, na Paraíba. A decisão é da Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa/PB). O produto é fabricado pelas Indústrias Alimentícias Maratá, sediada em Itaporanga d’Ajuda, no estado de Sergipe. O lote em questão tem validade até 30 de março de 2017. A suspensão aconteceu depois que uma criança passou mal ao Após ingerir o suco, em Campina Grande, no Agreste do estado.

A decisão, tomada em reunião, foi publicada na edição desta terça-feira (25) do Diário Oficial do Poder Executivo e tem vigência de 90 dias. A Agevisa encaminhou orientação a todas as Vigilâncias Sanitárias municipais para que retirem o produto do mercado.

A medida, segundo a diretora-geral da Agevisa/PB, engenheira de Alimentos Glaciane Mendes, tem caráter de interesse sanitário; está lastreada nos princípios da Prevenção e da Precaução do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), e foi motivada pelo fato ocorrido na região polarizada pelo Município de Campina Grande/PB, no final da semana passada, envolvendo um menino de sete anos de idade.

Após ingerir o suco, o menino foi encaminhado ao Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, sendo internado na Unidade de Terapia Intensiva Infantil (UTI) com um quadro de intoxicação. O fato gerou o Boletim de Ocorrência nº 319/2016, de acordo com informação constante do Ofício nº 787/2016, da Secretaria da Segurança e da Defesa Social – 2ª Superintendência Regional de Polícia, assinado pela delegada Alba Tânia Abrantes Casimiro e encaminhado à Diretoria-Geral da Agevisa/PB.

Segundo informou a delegada Alba Tânia no ofício enviado à Agevisa, o produto foi encaminhado ao Núcleo de Laboratório Forense de Campina Grande (NULF-CG) para realização de Exame Toxicológico.

A interdição do suco se baseou, dentre outros instrumentos legais, no que dispõe a Lei 7.069, de 12 de abril de 2002, que instituiu o Sistema Estadual de Vigilância Sanitária (Sevisa) e criou a Agevisa/PB, determinando que “cabe à Agência Estadual de Vigilância Sanitária promover a proteção à saúde da população, através do controle sanitário da produção, da fabricação, da embalagem, do fracionamento, da reembalagem, do transporte, do armazenamento, da distribuição e da comercialização de produtos e serviços submetidos ao regime de vigilância sanitária”.

Em seu art. 4º, incisos XVIII e XIX, a Lei nº 7.069/2002 autoriza a Agevisa/PB a, respectivamente, “interditar, como medida de cautela, os locais de fabricação, controle, importação, armazenamento, distribuição, transporte e venda de produtos e prestação de serviços relativos à saúde, em caso de violação da legislação pertinente ou de risco iminente à saúde”, e “proibir, como medida de cautela, a fabricação, o armazenamento, a distribuição, o transporte e a comercialização de produtos e insumos, em caso de violação da legislação pertinente ou risco iminente à saúde”.

Ao Portal Correio, a assessoria de comunicação da Maratá informou que a empresa já tomou conhecimento do caso, mas só vai se pronunciar após a divulgação do resultados dos exames que comprovarão ou não algum problema com o suco.


A matéria foi atualizada às 14h16 após a empresa Maratá se pronunciar oficialmente sobre o assunto.


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