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quarta-feira, 24 de julho de 2019

Deputados estaduais dizem que são perseguidos pelo governo Flávio Dino



Parlamentares nordestinos divulgaram nota de repúdio após uma fala considerada pejorativa em conversa na última sexta (19) com o ministro da Casa Civil, Onix Lorenzoni. Bolsonaro disse "daqueles governadores de 'paraíba', o pior é o do Maranhão; tem que ter nada com esse cara".

O documento foi assinado por representantes de Assembleias Legislativas de sete estados do nordeste, entre eles, o deputado Othelino Neto (PCdoB-MA). Os parlamentares dizem que receberam com "repulsa as declarações preconceituosas do presidente da república.




Nota de parlamentares do nordeste contra declaração de Jair Bolsonaro — Foto: Reprodução/TV Mirante

Os deputados destacaram ainda que a região nordestina tem a terceira maior economia do país e é morada de 53 milhões de brasileiros. Eles pedem respeito e dizem que não abrirão mão do cumprimento dos deveres do governo federal com a região.

Em uma rede social, o governador Flávio Dino (PCdoB) criticou o fato de o presidente ter chamado todos os governadores de "paraíba" e disse que foi ameaçado com estranha raiva pelo presidente e cobrou explicações.



Nas redes sociais, Flávio Dino se diz ameaçado por Bolsonaro — Foto: Reprodução/TV Mirante

Uma nota assinada por 12 deputados federais e dois senadores aliados de Flávio Dino também lamentou as declarações e disse que é inaceitável que um presidente da república determine uma "perseguição" a um estado.


Nota de senadores e deputados aliados de Flávio Dino repudiam fala de Bolsonaro contra o governador — Foto: Reprodução/TV Mirante

Nesta segunda-feira (22), parlamentares do Maranhão também se manifestaram, só que contra a postura do governador Flávio Dino. Welligton do Curso, César Pires e Adriano Sarney afirmam que o governador reclama de perseguição do governo federal, mas, nas palavras deles, essa é uma conduta constante no atual governo do Maranhão contra quem faz oposição a ele.

O deputado César Pires (PV) gravou um vídeo dizendo que os deputados de oposição não conseguem aprovar nenhuma emenda porque são contra o governo.

"O governador se esquece que nós, deputados de oposição, nunca temos nada, nunca tivemos emendas. Portanto, também persegue o povo, o povo que não quis votar em você, o que representa 40% da população. Os deputados estaduais que se aventuram em ser contra o governo pagam o preço. Um preço extremamente caro de não poder levar benefício aos seus municípios", diz César Pires.

O deputado Adriano Sarney (PV) também disse há perseguição contra opositores.

"Nós, da oposição do Maranhão, estamos há mais de quatro anos sendo perseguidos. Nenhuma emenda parlamentar, que é para saúde, educação, cultura, é liberada para nenhum deputado que faz oposição. Nenhum recurso é liberado a nenhum prefeito que faz oposição do Flávio Dino. Os jornalistas são perseguidos. Os servidores que ousam ir contra o governo são demitidos e perseguidos", declara Adriano.


Deputado Adriano Sarney (PV) grava vídeo e diz que é vítima de perseguição pelo governo Flávio Dino. — Foto: Reprodução/TV Mirante

Já Wellington do Curso (PSDB) disse que os governos estadual e federal precisam parar de brigar e se preocupar em trabalhar pelo Maranhão.

"Nós sabemos que o governador Flávio Dino também é perseguidor. Não paga as emendas dos deputados estaduais, persegue os prefeitos que não são seus aliados no interior do estado, não aprovou os projetos de leis dos deputados de oposição. Tanto o presidente, quanto o governo do estado do Maranhão deveriam trabalhar. Deixar as redes sociais e melhorar a qualidade de vida dos maranhenses e dos brasileiros. Nós temos estradas intrafegáveis, nós temos um caos na saúde pública, então na verdade o que se precisa é de trabalho, é de seriedade para melhorar a qualidade de vida da população. Parar de 'picuinha', parar de 'frescura' nas redes sociais.

Procurada pela TV Mirante, a assessoria de comunicação do Governo do Maranhão não se posicionou quanto as declarações dos deputados Wellington do Curso, César Pires e Adriano Sarney.

Fonte: G1 MA
quarta-feira, 24 de julho de 2019

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